Você sabe a diferença entre lixão, aterro controlado e aterro sanitário? Você sabe para qual destes lugares o lixo produzido na sua casa é levado? O objetivo desta postagem é apresentar e informar sobre a realidade em que vivemos, as dificuldades e consequências de um destino mal pensado para o nosso lixo que pode afetar tanto o meio ambiente, como a sociedade.
Conceito de lixão:
Lixão é um ambiente onde o lixo é depositado a céu aberto e com um contato direto com o solo, sem nenhuma forma de proteção ao meio ambiente ou à saúde pública. Em 2014, entrou em vigor a Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos (nº 12.305, de 2 de agosto de 2010) que determina novas obrigações às prefeituras e municípios, ela decreta também uma nova politica de substituição de lixões por aterros sanitários.
Conceito de Aterro Controlado:
Aterro Controlado é uma forma pragmática de combater os lixões, o depósito de terra e areia em cima de um lixão já estabelecido, sem haver nenhuma preparação prévia. Ela não é uma solução boa, visto que a terra não é um isolante ideal para o Chorume, elemento químico expelido através da decomposição do lixo.
Conceito de Aterro Sanitário:
O Aterro Sanitário é a forma ideal, de acordo com as outras opções apresentadas acima. O solo é escavado e é derramado uma solução chamada de polietileno que impede o contato destes detritos com o subsolo. O lixo é compactado e depositado no vão. Os gases poluentes expelidos pelo lixo são captados por meio de tubulações e utilizados em usinas de energia elétrica. Já o chorume que também é resultado deste processo é captado e levado para um tratamento específico.
Consequências:
Os lixões trazem consequências terríveis ao meio ambiente e à sociedade. Devido a falta de preparo do solo, o chorume liberado pelo lixo é acumulado na terra e acaba contaminando os lençóis freáticos que por ali passam. Estes, muitas vezes, fazem parte da rede de encanamento de água que é levada até a casa dos cidadãos. Além do chorume, gases são expelidos pelo lixo, estes são fortes propiciadores do efeito estufa. Aves e ratos podem também viver em ambientes como este e facilitar a propagação de doenças.
Os aterros controlados sofrem dos mesmos males e podem causar maiores danos. Caso o lixo seja tão comprimido a ponto dos gases ficarem presos na camada de terra que cobre o lixo, e fogo for ateado perto do ambiente pode causar uma enorme explosão.
Apesar de a lei nº 12.305 ter entrado em vigor em 2014, ainda há incontáveis lixões espalhados em cada canto do Brasil. A contagem deles é extremamente complicada já que estes são ilegais. Felizmente o número de lixões vem diminuindo gradativamente e o de aterros sanitários aumentando.
Lixões em Porto Alegre- RS
A capital gaúcha tem alguns bairros e ruas onde o depósito de lixo irregular é notável. O bairro Farrapos é uma das referências nesse quesito na cidade. Outro bairro de Porto Alegre que sofre com esse problema é o bairro Petrópolis, onde há inúmeras ruas em que o depósito é ilícito. Um outro exemplo de contaminação na capital é a do Lago Guaíba. Ele por séculos sofreu com a poluição e, apenas em 2014 começou-se um processo de tratamento das águas do lago.
Atualmente, a maior parte dos resíduos domiciliares produzidos pelos habitantes de Porto Alegre passam pela Estação de Transbordo da Lomba do Pinheiro e de lá são transportados para a Companhia Rio-grandense de Valorização de Resíduos, um aterro sanitário privado localizado no município de Minas do Leão.
Dificuldades:
O Governo Brasileiro, em parceria com os representantes nos estados e municípios de toda a nação sofrem com dificuldades de implantar formas mais ecológicas e sustentáveis de destinar o lixo produzido pelo povo. Devido as constantes dívidas e escândalos de corrupção que tomam conta dos noticiários brasileiros, o tema "lixo" é pouco falado na mídia. O descaso por parte da população é outro agravante que merece ser lembrado. Em nossa sociedade, poucos são os que tem total noção do destino que é dado ao nosso lixo.
Como contornar esta situação?
Ao nos depararmos com toda a imensidão dos problemas nacionais, nos perguntamos "e eu, o que posso fazer para melhorar essa situação?". Um método simples e que já faz uma grande diferença é fazer parte da coleta seletiva do lixo. Separando os resíduos produzidos em casa facilitamos o trabalho dos profissionais responsáveis pela divisão do "reciclável" e do "não reciclável". Desta forma, apenas o que não pode ser reutilizado será levado aos aterros sanitários.

